sábado, 20 de agosto de 2011

Afrodite

Teu corpo de Afrodite incidental,
Nascido entre os escombros do meu dia,
Me surge enquanto dispo-me da cal
Das horas consumidas sem valia.

Teu corpo, epifania conjugal,
Sigilo e afago após a bizarria
Que me aflige tornando mais brutal
A mão que à noite busca-te erradia.

Refúgio de quem vive em meio às feras
De todos os banidos das esferas,
Dos anjos, prometeus e satanás

Que agora gozam, amam e trabalham
Na luta pelo pouco que amealham,
Afã com que teu corpo se compraz.

2 comentários:

Artes e escritas disse...

Um casamento feliz merece um poema como o seu. Felicidades a vocês. Um abraço, Yayá.

Poemas Tecidos disse...

Belo, belo versejar!

Abraços.