terça-feira, 18 de agosto de 2026

Soneto da sereia

 

De todas és a mais bela sereia

E, nos ventos e vagas de uma praia,

Passeias sempre linda pela areia,

Sorrindo de biquíni ou minissaia.


De dia, o sol e, à noite, a lua cheia

Iluminam-te o colo nu de arraia

Que faz, do pescador e da baleia,

Que o desejo por ti jamais se esvaia.


Ninguém a ti se iguala em tal beleza,

Pois não há quem te impeça de viver

Os dons que são da tua natureza:


Alucinado anseio do querer

Que me enche por completo da riqueza

Ao ver que és a mulher que deves ser.

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